Campanha salarial do setor sucroenergético segue sem acordo e Sindalquim prepara mobilização

Negociação que envolve cerca de 8,5 mil trabalhadores da região continua travada; sindicato promete intensificar ações nas portas das empresas

A campanha salarial dos trabalhadores do setor sucroenergético representados pelo Sindalquim continua sem acordo. Faltando poucos dias para o encerramento de maio, as negociações seguem travadas e as propostas apresentadas pelas empresas ainda não alcançam a inflação do período, segundo o presidente do sindicato, João Pedro Alves Filho.

A categoria tem data-base em 1º de maio e reúne cerca de 8,5 mil trabalhadores da região.

Segundo João Pedro, as últimas rodadas de negociação apresentaram propostas de reajuste de 3,52% e 4,11%, índices considerados insuficientes pelo sindicato.

“Praticamente não tivemos novidades nesta semana. As negociações não avançaram além dessas propostas, o que gera frustração porque a inflação já foi divulgada há mais de um mês e ainda não chegamos a um entendimento”, afirma.

Diante do impasse, o Sindalquim pretende mudar a estratégia a partir da próxima semana. A entidade vai intensificar visitas às unidades produtivas para conversar diretamente com os trabalhadores e apresentar o cenário das negociações.

“Vamos falar com os trabalhadores nas portas das empresas, explicar o que está acontecendo e fortalecer a mobilização da categoria”, diz.

João Pedro também cita as perspectivas positivas para o mercado de etanol como um dos fatores que reforçam a reivindicação por valorização dos trabalhadores.

“Sabemos que existem expectativas favoráveis para o setor. Quando o cenário é positivo, o trabalhador também precisa ser lembrado. Não é justo que apenas nos momentos difíceis se fale em dividir os impactos com quem está na produção”, afirma.

O presidente do Sindalquim afirma que o sindicato continuará buscando avanços nas negociações e reforça que a mobilização da categoria será fundamental nas próximas semanas.

“O maior patrimônio das empresas são os trabalhadores. É por eles que continuaremos negociando e buscando uma proposta melhor para a categoria”, conclui.

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