Setor de álcool ainda não definiu contratos

As medidas de apoio do governo ao setor sucroenergético encontram dificuldades não esperadas. A poucos dias do prazo para os acertos de contratos entre produtor e distribuidor para as negociações de álcoolanidro para a próxima safra, as duas partes ainda não se entendem.

 

Os produtores querem esses contratos e dizem que têm combustível suficiente para as negociações. Já as distribuidoras estão relutantes com o novo modelo de negociação desta safra.

 

Os produtores querem o preço do anidro definido com base no hidratado mais um prêmio. Já as distribuidoras preferem o pagamento com base no valor "spot" do anidro definido pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

 

O Cepea tem pesquisa semanal de preços do hidratado e do anidro com base nos valores praticados na porta das usinas. Além disso, faz acompanhamento diário de preços do hidratado com base em Paulínia (SP). Esse último acompanhamento é utilizado para acerto dos contratos negociados na BM&FBovespa.

 

Essas negociações entre produtores e distribuidoras são importantes na avaliação do governo porque podem gerar uma oferta mais regulada e preços com menor volatilidade, diminuindo a explosão dos preços na entressafra.

 

O setor está saindo de uma safra de forte redução de oferta de produtos. Um dos motivos dessa redução foi a queda na oferta de cana, provocada tanto por problemas climáticos como pela falta de renovação de canaviais.

 

Para melhorar a oferta de combustível, o governo desenvolveu, neste ano, o Prorenova -programa de apoio específico para a renovação de canaviais.

 

O programa foi bem desenvolvido do ponto de vista de financiamento, segundo os produtores. Mas as exigências ambientais e a falta de capacidade do setor em assumir novas dívidas limitam o alcance do programa, dizem.

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