SP: Queima da palha fica proibida no período diurno

Desde o dia 1º de junho até o próximo dia 30 de novembro, as usinas paulistas não poderão mais queimar a palha dacana-de-açúcar no período diurno, entre 6 e 20 horas. A resolução nº 35, de 11 de maio de 2010, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, proibindo a prática da queimada, segue critérios relacionados à qualidade do ar no período de estiagem.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, já há alguns anos, o órgão vem agindo neste sentido, preservando assim a saúde da população. Com a resolução, a prática da queimada em qualquer período do dia volta a vigorar só a partir de 30 de novembro, desde que a umidade relativa do ar média permaneça acima de 30%. A resolução prevê ainda a suspensão total da queima da palha quando a umidade relativa do ar estiver abaixo de 20%.

Praxe

O Coordenador de Relações Institucionais da UDOP, Leandro Sanches Ferreira destaca que a proibição da queimada nesta época do ano já é uma praxe nas usinas e destilarias associadas à entidade que, inclusive, concordam com a medida, que visa melhorar a qualidade do ar no período de estiagem, que compreende entre o final do outono e meados da primavera, onde comumente a umidade relativa do ar fica abaixo dos índices médios recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

Ainda segundo Ferreira, a proibição da queima da palha neste período não atrapalha o andamento da safra por vários fatores. Em primeiro lugar, pelo fato de mais de 60% da cana ser colhida mecanicamente pelas unidades da região, em cumprimento ao compromisso voluntário firmado pelas usinas com a assinatura do Protocolo Agroambiental Paulista, que além de antecipar o fim das queimadas ainda enumera mais de 10 ações ambientais voluntárias das usinas; e ainda por se tratar de algo já incorporado no dia a dia das unidades, que há anos já trabalham com a hipótese de parada das queimadas neste período.

O coordenador da UDOP encerra destacando que o setor da bioenergia, hoje, trabalha a sustentabilidade de toda a cadeia que envolve a cana-de-açúcar e, como tal, tem perseguido índices cada vez melhores no quesito preservação ambiental e cumprimento da legislação que trata do assunto.

Fonte: UDOP, em 02/06/2010

Deixe um comentário